LOBOTOMIA
A lobotomia, mais adequadamente denominada leucotomia, é uma intervenção cirúrgica realizada no cérebro, na qual são seccionadas as vias que comunicam os lobos frontais ao tálamo e outras vias frontais associadas. Antigamente, foi muito utilizada em casos severos de esquizofrenia, sendo considerada a técnica pioneira e de maior sucesso na psicocirurgia.
Desenvolvida
A princípio, esta técnica foi utilizada no tratamento de depressão profunda. Embora aproximadamente 6% dos pacientes tenham morrido em decorrência da operação, enquanto outros diversos ficaram com alterações exacerbadas de personalidade, a técnica foi utilizada entusiasmadamente em diversos países, como Japão e Estados Unidos. Neste último, a técnica foi popularizada pelo cirurgião Walter Freeman, responsável por criar uma variante da cirurgia, na qual se espetava um picador de gelo diretamente no crânio do paciente, desde um ponto localizado acima do canal lacrimal, com o auxílio de um martelo, girando-o, em seguida, para destruir as fibras nervosas ali presentes.
Nos dias de hoje, a leucotomia que foi desenvolvida por Moriz não é mais utilizada. Contudo, ainda são praticadas algumas técnicas oriundas da leucotomia original, mas que causam lesões em regiões bem específicas. Efeitos secundários dessa técnica quase não são observados, mas por se tratar de uma técnica irreversível e que causa alterações na personalidade do paciente, é utilizada apenas como último recurso, como casos de dores crônicas intratáveis, neurose obsessiva, ansiedade crônica ou depressão profunda prolongada.





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